A posição do Brasil na indústria mundial de TICs

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O Brasil está muito mal posicionado na indústria mundial de tecnologias de informação e comunicação – TICs! Quem evidencia isto é “The Global Information Technology Report- GITR 2013” (Relatório Global de Tecnologia de Informação- RGTI 2013), através do seu Networked Readiness Index – NRI (Índice de Preparo em Rede - IPR). Este relatório (com seu IPR) é o mais abrangente e profundo levantamento radiográfico desta indústria no mundo, e é produzido pelo World Economic Forum - WEF em parceria com a INSEAD.

O WEF é uma fundação sem fins lucrativos, baseada em Cologny, Genebra, na Suíça, comprometida com a melhoria do estado do mundo ao engajar líderes dos negócios, políticos, acadêmicos e outros líderes da sociedade para conformar agendas globais, regionais e industriais. A INSEAD (que anteriormente respondia como acrônimo do francês Institut Européen d'Administration des Affaires) é uma das maiores e mais prestigiosas escolas de pós-graduação em negócios do mundo, com campi na Europa, Ásia e Oriente Médio, bem como em Israel.

Quando o GITR e o IPR foram criados, há 12 (doze) anos, a atenção dos tomadores de decisão e investidores era sobre a adoção de negócios e estratégias financeiras que os permitissem desenvolver no contexto de uma rápida, porém nascente economia da Internet. Passada mais de uma década, o IPR tem proporcionado aos líderes de decisões um arcabouço útil para avaliar o impacto das TICs ao nível global, e para fazer um benchmark do preparo e uso das TICs em suas economias. Como o IPR tem sido considerado um verdadeiro termômetro do preparo das nações com relação ao seu estágio de adequação e uso das TICs em suas economias, esta newsletter faz uma brevíssima apresentação do que constitui este índice mundial.

Os princípios conformadores do IPR são: a) Medir os impactos econômico e social das TICs é crucial; b) Um ambiente proporcionador determina a capacidade de uma economia e sociedade beneficiar do uso de TICs; c) O preparo e o uso das TICs permanecem como impulsionadores chaves e pré-condições para obtenção de qualquer impacto; d) Todos os fatores interagem e co-evolvem no interior de uma ecossistema; e) O arcabouço para as TICs deve prover orientações claras de políticas e identificar oportunidades de colaboração público-privada.

O IPR é constituído de Sub-índices (do Ambiente, do Preparo, do Uso e do Impacto) que se apoiam em alguns Pilares, como mostrado na Figura 1 a seguir. Deste modo, o IPR 2013 apontou que o Brasil está na 60ª (sexagésima) posição (ver Tabela 1 à frente) no ranking de 142 países pesquisados (apesar de ter subido da 64ª posição em 2012, esta posição não é compatível com um país que ocupa a 7ª posição no ranking do Produto Interno Bruto- PIB mundial, de acordo com os dados do Fundo Monetário Internacional - FMI). E o determinante principal para colocar o Brasil nesta posição parece ter sido o Pilar do Ambiente, que coloca o Brasil na 107ª posição neste pilar dentre os 142 países pesquisados.

Ou seja, o Brasil está “mal na foto” na indústria mundial de TICs por conta do seu péssimos ambientes político e regulatório, e pelo seus complexos e dificultosos ambiente para fazer negócios e desenvolver inovação. Talvez não seja surpresa para muitos de nós que fazemos a indústria de TICs nacional, mas este é um alerta para as nossas autoridades de que se os ambientes político, regulatório, de negócios e de inovação não forem mudados, vai ser muito difícil apostar num futuro promissor para nossa indústria!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre o GITR 2013 e sobre o IPR 2013, fique a vontade para nos contatar!

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